Copaíba Copaifera langsdorffii Desf.

Copaíba Tronco da Copaíba Folhagem da Copaíba Flores da Copaíba Frutos da Copaíba

Descrição

É uma planta decídua a semidecídua, heliófita, seletiva xerófita, com 5 a 15 m de altura e 20 a 60 cm de DAP (LORENZI, 2000). O tronco é cilíndrico, tortuoso e geralmente curto. A copa é densa, globosa e ramificação racemosa. A casca, de coloração avermelhada (jovem) e marrom (adulta), apresenta 17 mm de espessura, sendo que a casca interna, rosada, exala resina de sabor amargo.

Nomes comuns: copaíba, bálsamo, caobi, capaíba, capaúba, coopaíba, copaí, copaíba preta, copaíba da várzea, copaíba vermelha, copaibeira, copaibeira de minas, copaúba, copaúva, capiúva, oleiro, óleo amarelo, óleo capaíba, óleo copaíba, óleo pardo, óleo vermelho, óleo de copaúba, pau óleo, pau de copaíba, pau d’óia, podoi, copaibo, cupay, kupay, cupaúva, cupiúva.

  • Família: Caesalpiniaceae (Caesalpinioideae, Leguminosae)
  • Espécie: Copaifera langsdorffii Desfontaines; Mém. Mus. Paris 7: 377, 1821.

Ocorre no nordeste da Argentina, sul da Bolívia, norte do Paraguai e no Brasil, em todos os estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste e nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e Tocantins (CARVALHO, 2003).

Óleo-resina: A óleo-resina de Copaifera langsdorffii é extraída do tronco, podendo ser utilizada in natura como combustível para motores diesel e na medicina popular como anti-séptico, cicatrizante, expectorante, diurético, laxativo, estimulante, emoliente e tônico. Contém até 15% de óleos voláteis, o restante são resinas e ácidos (FERREIRA & OLIVEIRA, 2002).

Outros usos: Pela presença de néctar, é indicada para produção de mel, sendo que uma flor possui cerca de 2 μL de néctar (FERREIRA & OLIVEIRA, 2002). Também usada em arborização urbana e reflorestamento para recuperação ambiental; recomenda-se plantio em clareiras para maior ganho de biomassa e sistema radicular (SALGADO et al., 2001).

Referências

  1. CARVALHO, P.E.R. Espécies Arbóreas Brasileiras. Brasília: Embrapa, 2003.
  2. FERREIRA, L.P.; OLIVEIRA, P.A. Biologia reprodutiva de Copaifera langsdorffii. Rev. Bras. Bot., 2002.